Pessoas fracas como elefantes.

Em espetáculos de circo era normal ver elefantes demostrando como eram fortes, a cada número que faziam isso ficava mais evidente . No entanto, após o show eles ficavam presos à correntes que estavam  cravadas ao chão por pequenas estacas de madeira. Por que estes animais, que são capazes de derrubar uma árvore, não arrancavam suas estacas?

A explicação é muito simples, o elefante não foge porque foi adestrado, ganhou a corrente e a estaca ainda filhote, neste tempo realmente não tinha força para arrancá-las, certamente tentou várias vezes, e em algum momento desistiu e nunca mais tentou.

O elefante é um animal poderoso, mas irracional, não consegue entender que hoje, já adulto, um simples puxão o livraria da estaca. Animais irracionais podem, quase sempre, serem adestrados.

E pessoas? Será que podemos ser “adestrados” desta maneira? Você conhece alguém que está “amarrado” a um emprego, a um relacionamento, a um hábito… ?
Quando buscamos na memória, encontramos vários exemplos de pessoas que estão presas às suas estacas psicológicas, pessoas que não mudam os seus destinos por pensarem pequeno, por não perceberam a sua força, por se acostumarem com o pouco ou até mesmo com o nada.

Geralmente estas pessoas usam algumas frases “feitas” para justificar suas próprias estacas:

– Não tenho tempo
– Não fiz o curso
– Não tenho dinheiro
– Não vou conseguir
– Não levo jeito

Se um dia encontrar uma ou várias destas estacas, lembre-se que você tem a força necessária para arrancá-las, basta acreditar nisso. Outro cuidado que devemos ter sempre, é identificar e evitar a convivência com os “elefantes de circo”, pois ela pode ser prejudicial à sua vida e principalmente à sua carreira.  Porém este será o tópico de outro post.  🙂

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Cronstruindo pontes

É inevitável, um dia as máquinas irão nos substituir em muitas tarefas diárias, principalmente na função de atender outras pessoas. Infelizmente já temos tratado a maior parte das pessoas que nos atendem como se fossem máquinas. Um dia descobriremos quanto nos aquecia ter um sorriso do outro lado.
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No meu primeiro “emprego” aprendi uma lição que trago até hoje.
Eu trabalhava com manutenção de computadores em campo, ou seja, visitando empresas durante todo o dia. Em uma destas visitas tive que acompanhar o nosso office boy para pegar os documentos do novo contrato. Enquanto esperávamos o dono da empresa assinar os pápeis, Gilson, o tal office boy, viu uma foto e perguntou se eram os seus filhos, o senhor carrancudo e até então muito sério, acenou que sim, sem tirar os olhos dos papéis, Gilson aproveitou elogiando o time do menino na foto e desta vez o senhor carrancudo concordou com um leve sorriso. Na segunda visita que fizemos, Gilson e o “ex-carrancudo” dono da empresa conversavam como se fossem velhos amigos, discutindo com detalhes os erros que o time deles cometera no fim de semana.

Percebi que isso era uma constante, ele sempre procurava algo que pudesse puxar assunto e assim construir uma “ponte”, um relacionamento com a outra pessoa. A consequência era que em todos os lugares que íamos, o Gilson era recebido com sorrisos, fosse nas empresas, nos restaurantes, nos bancos, na barraquinha de pastel,  em todos os lugares…

Em um dos livros que estou interessado no momento, “As Atribulações de Uma Caixa de Supermercado”, a autora francesa Anna Sam, relata sua experiência de 8 anos neste ofício, ela nos mostra como somos vazios e indiferentes às pessoas que nos cercam diariamente, como as temos tratado como máquinas,  em alguns casos fazemos pior do que faríamos com uma máquina.

Ser gentil, simpático e se importar com pessoas da família ou com amigos próximos é fácil e quase obrigatório, mas ampliando este circulo ganhamos em qualidade de vida.  Não é muito melhor ser atendido por um amigo do que por um garçom?

Há apenas um detalhe importante, a atitude de ser gentil e ser importar com o outro deve ser autêntica, algo que realmente você queria fazer, máquinas não percebem o sorriso falso, as pessoas sim.